quarta-feira, 22 de maio de 2019

O QUE EU PENSO.....


Boa noite!
Mais uma semana, mais um dia a fazer o que gosto, ou seja tirar fotografias, observar, conversar com a população e escrever, digo eu.
Hoje vou debruçar-me sobre a igreja matriz da nossa Freguesia, ou seja a igreja de Valongo.
Igreja Matriz S. Pedro
A grande reconstrução que produziu o edifício actual, data da transição dos séc. XVII- XVIII, teve grande reforma entre 1930- 35 subvencionada pela família Sousa Baptista. Esculturas do séc. XVIII, custódia séc. XVII.
A nossa linda igreja está a precisar de um novo Sousa Baptista, pois caso não apareça um, caminha a passos largos para o abismo.
Sei que são palavras duras mas é uma constatação de um facto, a contribuição da Freguesia não chega para as depesas anuais de acordo com o relatório e contas enviado pela Comissão Fabriqueira na altura da Visita Pascal, pois apresenta um saldo negativo de quase cinco mil euros.
Alguma coisa tem de ser feita pois a igreja precisa de obras com urgência.
Á pouco tempo atrás foi assaltada e foi roubado o sistema de som, talvez milhares de euros de prejuízo que muita falta faz no seu dia a dia.
Analisem o estado da estrutura do edifício, analisem o estado das fissuras exteriores cada vez maiores, situação que é visível para todos.
Não quero ser alarmista, mas as construções antigas eram feitas sobre estacas de madeira que com os muitos anos passados começam a ceder e assim vai inclinando o edifício originando a sua fissura ou seja as rachadelas.
Felizmente que o já famoso catavento da torre sineira já á muito tempo que não se encontra lá, pois com as intemperides seria mais um a puxar para os lados.
Gostaria que analiza-sem muito bem a situação, mas tenho a convicção que a torre sineira está a inclinar-se e deve haver sítios onde se deve já notar a separação do edifício em si.
Penso que é uma situação que as entidades competentes devem ter a maior atenção pois pode estar em risco uma tragédia, tanto patrimonial como de vidas humanas.
Acredito que uma recuperação desta envergadura acarreterá verbas bastantes avultadas, nunca menos de várias centenas de milhares de euros e não existe a disponibilidade financeira na Comissão Fabriqueira, vai ser preciso muito trabalho e esforço por a parte de todos.
Claro que quando digo todos é todos e os exemplos têm de começar por cima da hierarquia local .
Será pedir muito para podermos salvar uma igreja com vários séculos de história e com tanto valor e sentimento para a maioria da comunidade local.
Preocupem-se em recuperar enquanto á tempo pois tudo pode desmoronar.
E mais não digo……

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O QUE EU PENSO......


Boa noite!
Mais uma semana, mais um dia a fazer o que gosto, ou seja tirar fotografias, conversar com a população e escrever, digo eu.
Na semana passada disse e escrevi que não tenho problema nenhum em falar no que encontro bem, pois nada me move em dizer só mal, no entanto eu limito-me a manifestar o meu desagrado em situações factuais.
Como devem ter reparado hoje no grupo fiz uma pequena resenha do que tenho encontrado nas minhas caminhadas de domingo com a maquina fotográfica na mão e no contacto com as pessoas, pois é no lugar a lugar e no dialogo com os residentes que se tem a noção da triste realidade da nossa Vila.
Comecei por o campo de futebol do Cabeço Gordo, Campo Sousa Baptista, sei que é utilizado ao domingo de manhã e ás quintas feiras á noite, foi gasto lá dinheiro na sua remodelação, existe despesa mensal com energia, está entregue a uma colectividade, não deveria estar noutras condições, não deveria estar mais vem cuidado homenageando o seu benemérito.
Desço e venho dar com o  ribeiro que circunda a nova escola primária numa situação vergonhosa tal é o seu estado de falta de limpeza com silvas por todo lado, será pedir muito a sua limpeza.
Na estrada que vem dos antigos correios na direcção da Veiga e da C+S se não fossem os carros e que lá passam a não deixar a vegetação a tapar por completo a mesma já se não podia passar­­, se não temos meios para efectuar a sua limpeza, temos os mecanismos legais para obrigar a efectuar a mesma.
Continuando vamos encontrar a antiga escola primária principalmente a parte dos pavilhões onde está  instalada e corrigam-me se estou enganado  a Assoartes a passos largos da ruína tal começa a ser o estado de degradação, conseguem um entendimento ou vão deixar cair por mais uma falta de consenso, uma birra de ajustes do passado.
Continuo e á muito tempo que não passava por lá vou encontrar o tão falado pavilhão que tanta, mas tanta falta faz á nossa Freguesia num estado de total abandono e felizmente que tem uma, e eu disse-o ironicamente uma nova equipa de limpeza e conservação do espaço, pois caso não existisse a mesma a vergonha seria ainda maior, fico sem palavras para descrever tudo o que sinto em relação a esta obra, sei que e neste caso tenho que dizer e, é a verdade herdaram uma situação muito complicada de resolver, no entanto deveriam ter mais atenção á mesma pelo menos á sua limpeza, pois o silvado começa a ser enorme.
Continuamos e vamos encontrar a antiga capela de Sº Miguel na Aguieira, depois de uma abordagem ao seu estado de autentica ruína á uns tempos atrás constato que tudo continua na mesma, segundo procurei saber e cada um empurra a responsabilidade para os outros vamos concerteza  assistir ao seu desaparecimento a curto prazo, não estará na altura de todos JUNTOS encontrarem uma solução para a mesma, digo eu…..
Caminhamos e também já foi abordado anteriormente a passagem pedonal do recinto da capela nova de Sº Miguel para o parque de lazer da Boiça, se por infelicidade acontecer um acidente não digam que não sabiam pois o seu estado é bastante preocupante a nível de segurança e é atravessada por motos bicicletas e toda  a gente, no meu ponto de vista se não vão solucionar devem digo eu interditar.
Foi andando e não é que praticamente no centro de Valongo encontro outro ribeiro em estado deplorável, segundo conversa registada no local com os residentes ainda vem por um lado e mau por outro que não houve cheias porque se tivesse havido seria mais uma vez uma desgraça pois o leito assim não deixa a água correr e as habitaçoes seriam inundadas.
Sim eu sei hoje só detectei problemas, mas á mais, numa das entradas na Freguesia no cruzamento de Lanheses continua aquela bela fonte escondida no meio das silvas mostrando aquém nos visita e a quem ali passa diariamente um despreso e uma enorme falta de respeito por o património existente e pela história dos nossos antepassados que tanto sacrifício e orgulho tinham nos seus fontenários.
Pois mas nas Povoas também encontro pontos problemáticos, no lugar do Salgueiro mesmo no centro aproxima-se um período critico relativamente a incêndios e estes lugares estão mais expostos ao risco, segundo sei já por várias vezes o problema foi trazido ao conhecimento do poder local, mas aquilo que eu chamo de barril de pólvora continua na mesma, rezo para que não aconteça uma tragedia, pois se acontecer decerteza que seremos abertura de telejornais e muitos directos com as televisões pois o pequeno lugar ficará ainda mais pequeno pois várais casas eram desaparecer.
Espero e desejo que não continuem a assobiar para o lado e que pouco a pouco vão resolvendo e solucionando os problemas para que todos nós tenhamos orgulho da nossa Vila.
E mais não digo……

segunda-feira, 6 de maio de 2019

O QUE EU PENSO......


Boa noite!
Mais uma semana, mais um dia a fazer o que gosto, ou seja tirar fotografias, conversar com a população e escrever, digo eu.
Como também sei escrever sobre o pouco que encontro bem, hoje quero manifestar o meu agrado do trabalho desenvolvido no local que eu considero um dos exlibris da Freguesia de Valongo do Vouga, o parque da Garganta ou do Ribeiro como é chamado.
Uma das promessas eleitorais deste executivo era aproximar as pessoas do rio, pouco a pouco isso começa a acontecer.
Tenho por este local um carinho muito grande e como têm notado defendo sistematicamente o local como ponto de referencia da Freguesia.
E noto que depois de alguma relutância o parque começa a ter o tratamento que á muito merecia e isto não se aplica só a este actual executivo, também tenho que dizer que no anterior mandato o parque foi completamente esquecido e abandonado.
Mas nunca é tarde para arregaçar as mangas e dar á população um espaço de lazer e recreio que todos e o executivo tenha orgulho em utilizar e aconselhar a visita.
Com o projecto do Orçamento Participativo e a sua execução começou-se a dignificar o espaço, depois vem a limpeza e conservação do mesmo, a consolidação do muro de suporte do rio que o caminho estava a desavar para o leito, excelente trabalho, a limpeza do leito e do espaço onde anteriormente esteve um pequeno parque infantil, são evidencias mais que animadoras que o parque tem pernas para andar e isso enche-nos  de orgulho e satisfação.
Com a colocação de postes de electricidade e a iluminação do local abre prespectivas de grandes eventos tanto a nível artístico e cultural assim como desportivos o que vem consolidar a sua utilidade.
Como é maravilhoso encontrar famílias a utilizar o espaço com almoços e convívios, como é maravilhoso encontar famílias nos seus passeios de bicicletas, como é maravilhoso encontar grupos a fazer as suas caminhadas, como é maravilhoso encontrar os nossos amigos mais ligados ao atletismo a utilizar este percurso para o seus treinos diários ou de fim de semana.
Como vai ser maravilhoso ver o Trilho das Levadas a ser reactivado e devidamente sinalizado e voltar a fazer parte dos Trilhos do Concelho de Agueda.
Como seria magnificamente grandioso a criação de um percurso pedreste nas margens do rio que fize-se a ligação entre o Parque da Garganta e o Parque da Boiça na Agueira.
Como seria maravilhoso e por favor deixem-se sonhar, a limpeza do leito e de um percurso nas margens do rio até á ponte de Á dos Fernandos com ligação nesse local tanto para o lado do Sobreio ou do Paço ou para o lado das chamadas Povoas, Salgueiro, Moutedo, Cadaveira ou Redonda utilizando a partir daí os caminhos existentes.
Ainda não está tudo feito, queremos e desejamos mais, mas estamos no bom caminho.
Roma e Pavia não se fez num dia e o caminho faz-se caminhando, parabéns executivo, como eu costumo dizer sem medo rumo ao futuro.
E mais não digo….

segunda-feira, 29 de abril de 2019

O QUE EU PENSO....


Boa noite!
Mais uma semana, mais um dia a fazer o que gosto, ou seja escrever, digo eu.
Hoje é um dia especial, comemora-se 45 anos da revolução de Abril.
A data celebra a revolta dos militares portugueses que a 25 de abril de 1974 levaram a cabo um golpe de Estado militar, pondo fim ao regime ditatorial do Estado Novo.
Este havia sido liderado por António de Oliveira Salazar, que governou Portugal desde 1933 até 1968.
O Movimento das Forças Armadas, composto por militares que haviam participado na Guerra Colonial e por estudantes universitários, teve o apoio da população portuguesa.
O exército depôs o presidente Marcello Caetano sem violência e este exilou-se no Brasil, onde faleceu em 1980.
Vitoriosos, os revolucionários conseguiram a implantação do regime democrático e a instauração da nova Constituição Portuguesa, a 25 de abril de 1976 de forma pacífica.
O símbolo do dia 25 de abril é o cravo, a flor que a população colocou nas armas dos militares neste dia.
Após a revolução foi criada a Junta de Salvação Nacional que nomeou António de Spínola como Presidente da República e Adelino da Palma Carlos como Primeiro-Ministro.
Os dois anos seguintes foram de grande agitação social, período que ficou conhecido por PREC (Processo Revolucionário em Curso).
Desta forma o dia 25 de abril é conhecido como o Dia da Liberdade em Portugal e o dia da Revolução dos Cravos, sendo um feriado nacional onde se recorda a importância da liberdade no país.
Sabias que antes de 25 de Abril de 1974 Portugal vivia num regime de ditadura em que a liberdade estava vedada aos portugueses?
 Foi na madrugada desse dia que o movimento dos capitães, encabeçado por Salgueiro Maia, saiu à rua e colocou um ponto final no regime.
 A senha de código para mostrar que o movimento estava em curso foi dada no Rádio Clube Português através de uma música que que havia vencido o Festival da Canção, logo não levantava suspeitas.
Quase não houve tiros ou confrontos, algo raro num golpe militar, o que fez com que a revolução portuguesa ficasse conhecida como a revolução dos cravos, pois estas perfumadas flores vermelhas foram colocadas no cano das espingardas e distribuídas pelo povo que enchia as ruas numa explosão de alegria.
Marcelo Caetano foi preso e daí partiu para o Brasil, a PIDE, a polícia política com a função de vigiar e torturar, foi extinta e a festa continuou na rua até ao 1º de Maio, celebrado pela primeira vez em liberdade.
Será que valeu a pena!
Antes :Não havia liberdade para dizer mal do governo.
Foi dada essa liberdade. Mas a quem serve?
Antes :Não havia direito à greve. Mas havia uma defesa rigorosa dos direitos do trabalhador, com uma  fiscalização activa, que incidia sobre as condições de trabalho, classificação, remuneração, horário e idade.
Foi dado esse direito. Mas quem é que tem tirado partido da greve?
Antes :Qualquer trabalhador podia construir casa através de empréstimo da caixa de previdência, bastando para isso, que tivesse terreno. O montante do empréstimo era amortizado em suaves prestações, diluídas no tempo.
Acabou esta facilidade.
Antes :Havia um país unido, solidário e pacífico.
Temos um país desunido (com desavenças entre amigos e familiares, incluindo pais e filhos), sem solidariedade e aterrorizado, onde o poder constituído prendia pessoas de bem e tomava à força empresas e propriedades, em nome do socialismo.
Antes :Havia um país com ordem, com respeito e sem criminalidade.
É o que se sabe: Sem ordem, sem respeito e onde o crime se vulgarizou e o criminoso é protegido e bem tratado. Isto, segundo se diz, em defesa dos direitos humanos. Até parece que os direitos humanos são só para os criminosos e não para o povo.
Antes :Só iam para o governo as pessoas mais competentes. Eram governantes responsáveis pelos bens e dinheiro públicos. O país era bem governado e a despesa pública era mínima. Não havia excesso de funcionários públicos e os ordenados eram baixos, não superiores aos dos privados. Não havia viagens frequentes dos políticos, não havia dinheiro público mal gasto.
Assim, havia confiança, os impostos eram pequenos e o máximo de capital era encaminhado para o investimento.
É o que se sabe… A despesa pública é um “monstro” insustentável e não há impostos que cheguem. Coitado do povo!
Antes :Não havia incêndios florestais.
É o que se sabe…, uma calamidade.
Antes :Tínhamos uma economia forte e saudável, com um crescimento sustentado dos maiores do mundo, senão o maior. Os trabalhadores aumentavam o seu poder de compra mais de 20% ao ano. E não havia desempregados.
Foi desbaratada a economia, aniquilado o crescimento e o desemprego aumenta progressivamente. O país caminha, assim, para a penúria.
Antes : As pessoas poupavam e amealhavam.
As pessoas gastam tudo e endividam-se.
Mas é isto que queremos, não estará na altura de um novo 25 de Abril?
Eu acho que sim.
E mais não digo……